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Dissertações feitas a partir do meu conhecimento sobre assuntos polêmicos ou interessantes.

Há Vida Após a Morte?

É tão difícil não acreditar em uma vida após a morte quando alguém próximo a nós morre, mas será que há mesmo?

Particularmente, essa é uma das questões que eu mais gosto de pensar sobre, simplesmente porque não existe uma resposta concreta para isso, todas não chegam nem perto de serem respondidas de forma coerente e que convença uma grande parte da população. Passagem, transcendência, rito, esse são alguns nomes usados para o que ocorre quando um ser humano morre, mas para onde ele vai?

Paraíso, Céu, Inferno, Tártaro, Submundo, Planos Existenciais, Campos Elísios, Asfódelos, Olimpo, Limbo são termos utilizados para designar “lugares” que poderemos ir depois de morrer. A única pergunta a ser feita nesse momento é: Por que nós acreditamos nisso? Conforto? Tirar o peso da consciência? Pensar positivo? Cada um tem o seu motivo para acreditar ou não acreditar, mas mesmo assim ainda não temos uma resposta definitiva para a questão principal. Deveríamos pensar igual os egípcios e começarmos a embalsamar todos que morrem, construir pirâmides e enterrá-los junto ao Livro da Morte para garantir a passagem? Ou devemos deixar que forças maiores decidam sobre isso? Devemos passar por um julgamento para sabermos para onde devemos ir? Se vamos sofrer ou viver em eterna alegria? Preciso deixar claro que essa dissertação nada mais é do que um texto para persuadir você, leitor, a pensar sobre esse assunto, aí está o porquê de tantas perguntas.

Primeiramente queria falar sobre a questão de reencarnação. Essa, pelo menos para mim, é um pouco mais difícil de acreditar do que as outras, porque nela o ser humano que morrer irá reencarnar em outra vida, mas sem memória nenhuma de suas vidas passadas ou qualquer vestígio de algumas delas. Mas qual seria o sentido então? Isso não seria uma reencarnação, mas sim uma vida nova, com tudo novo. Há pessoas que dizem passar por outras vidas quando são submetidas a “tratamentos” específicos, mas como eu nunca passei por nada parecido acho essa questão um tanto quanto complicada.

Depois gostaria de falar da opinião de alguns ateus que dizem que não há nada após a morte. Essa é tão difícil de acreditar quanto a primeira, não que existam razões específicas, mas não seria, talvez, chato, não existir nada além dessa vida? É só isso aqui e acabou, assim, do nada? E as pessoas que morrem cedo? Não tiveram a oportunidade de viver quase nada da vida e simplesmente sumiram da face da terra? Então por que nos apegamos tanto à questão da vida após a morte e tão poucas pessoas não acreditam? Simples. Porque ninguém quer que termine, eu não quero que minha vida acabe assim, do nada, ou que acabe e não exista mais nada, eu não queria que a vida da minha mãe acabasse.

Por último falarei das outras questões, que em sua maioria são diferentes na teoria, mas na prática são todas iguais. Você tem que ser bom aqui na terra para que possa garantir seu lugar no céu, paraíso, ou qualquer outro plano existencial que você acredite. E se você for mau, queimará no fogo do inferno, ou algo assim. É matemática simples (e olha que sou péssimo com números), seja bom e ganhe sua recompensa, seja mau e receba seu castigo. Manifestar opiniões sobre determinado assunto não quer dizer que você tenha a resposta, só quer dizer que você acha alguma coisa de alguma outra coisa. Por exemplo, eu acredito na vida após a morte, não creio que seja possível nós vivermos tão pouco tempo aqui na terra e depois nos perdermos no nada. Mas não é só porque eu acho isso, que você vai achar também. Crie sua própria opinião e faça um debate sobre isso, debates são ótimos para aguçar e melhorar seu ponto de vista e seus argumentos.

Convido a todos vocês, meus leitores, que chegaram ao fim dessa dissertação, a refletirem e se perguntarem, qual o propósito de tudo isso? Qual o propósito de atribuir várias opiniões sobre um determinado assunto fazendo pessoas refletirem sobre isso? Eu sou da seguinte opinião, faça o certo, mas o que é certo para você, seja feliz e o resto melhora.

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O que é a morte?

Um rito? Uma passagem? Um falecimento?  Um desencarne? Uma perda ou um ganho? O começo ou o fim da vida? De qual vida?

Essas são perguntas um tanto quanto perturbadoras. Mas será que é possível descobrir realmente o que é a morte com tantos pontos de vista? Acho pouco provável. Trabalharei apenas com suposições que formulei a partir da leitura de algumas obras.

“Quase morrer não muda nada. Morrer muda tudo.” Começo essa dissertação com as palavras do meu querido amigo Dr. House. House diz isso após a namorada do seu melhor amigo morrer e os dois acharem que a culpa é dele complicando de uma forma catastrófica a amizade dos dois. Se a morte pode conseguir algo tão forte como desmanchar uma grande amizade com muitos anos de duração do que mais ela é capaz? E tão impossível ter certeza absoluta de um conceito para a morte quanto provar que Deus não existe. Para Heráclito não se fala de vida se não pela morte, não se compreende a morte se não pela vida. Com toda certeza nós temos que viver para morrer, mas por que morremos? Porque existem doenças degenerativas? Para controlar a população mundial? Porque existe uma entidade maior que brinca conosco? Qual a sua opinião?

Saber que alguém próximo a você está morrendo pode ser algo chocante e um ato devastador para quem recebe a notícia. Nós nos preocupamos como nunca havíamos feito antes. Buscamos sempre fazer o melhor. Choramos igual condenados. A culpa por algo passado bate forte. Resumindo, nós fazemos uma análise da nossa vida, mesmo que não seja a nossa que esteja se esvaindo. Até nesse ponto o ser humano é tão egoísta ao preocupar-se mais consigo mesmo do que com quem está prestes a falecer.

Como funciona para a pessoa que está quase indo para o lado de lá? (Se é que ele existe) Eu não faço ideia é claro, nunca estive prestes a morrer, mas como passei um bom tempo no hospital do câncer da minha cidade pude ver cinco pessoas que estavam prestes a morrer. Algumas desorientadas nem sabiam o que estava se passando, felizes essas que não faziam ideia de que iriam morrer e quando foram nem perceberam. A morte começa quando o ser humano começa temê-la. Não antes e nem depois. O temor da morte faz o ser humano não viver sua vida, se preocupar mais com algo que está por vir do que o que está acontecendo no atual momento. Essa com toda certeza é uma das maiores causas de mortes. Outras pessoas sabiam de tudo e agonizavam. Mas essas já sabiam que iriam morrer, aceitaram a morte de bom grado e estavam apenas se preocupando com os membros da família a sua volta, pedindo para que eles não ficassem tristes, mas isso é quase impossível não? Consegui ver pessoas que estavam felizes com a morte. Será que é possível? Na verdade, é muito nornal, só é difícil as pessoas manifestarem esse desejo pois provavelmente seriam impedidas. Essas pessoas talvez tiveram uma vida miserável, escolhas ruins, consequências piores ainda, ou talvez, apenas tivessem a cabeça fraca, mas a culpa disso não é minha nem sua, afinal, existe culpa da morte?

Se alguém dá um tiro em uma pessoa, foi culpa dela aquela bala ter se alojado no coração da pessoa e a matado? Se sim, então quando a bala é totalmente mirada e não atinge nenhum lugar com dano permanente também é culpa do atirador? Se um médico ministra um remédio errado e mata alguém ele é o total culpado por isso ter acontecido? Para se entender pelo menos um pouco da morte é preciso analisar uma série de fatores que as pessoas não estão nenhum pouco dispostas a analisar. Todas agem por impulso, a primeira coisa que veêm se torna uma verdade absoluta e então ignoram todo o resto. Talvez essa seja a coisa racional a ser feita, mas não a certa. As pessoas buscam desesperadamente qualquer pessoa ou coisa para culpar tentando “tirar o dela da reta”. Isso prova ainda mais o quanto o ser humano é egoísta em relação a qualquer assunto.

Já que morrer está tão relacionado à vida, por que as pessoas desperdiçam sua vida com o medo de morrer? A morte deveria ser o fator que leva as pessoas a viverem! Não o contrário! A morte poderia ser nada mais nada menos do que uma mensagem criada pelo ser humano, para dizer ao próprio ser humano “Vá e viva sua vida antes que seja tarde demais!!” Mas parece que é difícil isso entrar na cabeça das pessoas. Como dito no começo dessa dissertação, talvez seja preciso alguém a sua volta morrer para que você comece ver as coisas da maneira certa, já que a morte muda tudo. Então qual é o significado de viver se um dia vamos morrer? Aí que está a (de um modo grosseiro e irônico) graça da coisa. Nós não sabemos! Não sabemos se havia algo antes de virmos para cá, não sabemos se existe algo depois daqui, a única coisa que nos resta é aproveitar o que a gente sabe! E tenho certeza que nunca conseguirão provar se algo existe antes ou depois, portanto, continuaremos tendo que viver nossa vida de um modo que nos faça feliz!

Apesar de a morte não poder ser definida, é possível explicar algumas coisas sobre ela. A morte pode significar um limite para o ser humano, esse limite permite com que haja uma renovação constante de humanos no planeta. Essa renovação serve como controle de população. Poderíamos então, definir a morte como um controle? Talvez. Nada certo. Ainda sim, é possível. Portanto percebemos que mesmo sendo impossível definir o que é morte, nós podemos atribuir classificações ou conceitos relativos. Esses conceitos podem até satisfazer a curiosidade das pessoas, mas para aqueles que adoram um bom mistério como eu, esses conceitos não fazem nada mais que aguçar nossa curiosidade. A mensagem final fica então a mostra. Não adianta tentar advinhar, talvez aceitar seja o primeiro passo para uma resolução e não se esqueçam, nós não fazemos ideia do que há por vir, então aproveite sua vida ao máximo para que no seu leito de morte você possa sorrir e dizer que fez tudo o que queria e podia para que fosse uma pessoa feliz!

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Preconceito religioso e ateísta: Qual o sentido?

Talvez, eu não seja a melhor pessoa para falar sobre esse assunto, mas me sinto na necessidade de falar o que eu penso.

Há alguns dias atrás vi uma notícia causando polêmica na internet, a notícia dizia que o Papa Francisco havia falado que não importava se você era ateu, contanto que seja bom você vai para o céu. Achei a notícia um máximo, o Papa buscando expandir os horizontes da igreja católica e tentando evitar aquele preconceito bobo entre pessoas que acreditam e não acreditam em Deus. A questão aqui é: Qual a opinião de ambos os lados com relação a declaração do Papa? Por que existe o preconceito entre religiões?Busquei analisar essas duas questões de diferentes perspectivas, então lá vai!

Visão da Igreja Católica: A igreja católica por si só funciona como uma instituição, a instituição mais antiga de todo o mundo se formos analisar aos olhos da bíblia. O preconceito dos membros da igreja católica (que possui mais de 1 bilhão de pessoas voltadas para suas crenças) com relação àqueles que são ateístas não possui fundamento nenhum, tanto  quanto o preconceito dos ateístas contra os membros da igreja católica também não possui. Os católicos, principalmente aqueles bem fervorosos, são os mais ativos nesse preconceito, por exemplo, é comum você ver algum católico olhando para alguém e falando “Esse aí não vai para o céu”. Essa é a forma de preconceito mais usada pelos católicos e é aí que entra a genialidade que o nosso querido Papa Chiquinho disse. Vamos analisar um pouco o novo testamento, onde Jesus, que é a figura salvadora da humanidade para os cristãos, aparece. Segundo as escrituras, Jesus, cabeludão, barbudão, dois mestros de altura e olhos azuis, com a sua morte na cruz salvou toda a humanidade. Mas pera aí, toda a humanidade significa TODA A HUMANIDADE! Não importa se você acredita ou não, se você acredita em deus do fogo, em Buda, em Chuck Norris, em Exódia, em Goku, ou sei lá o que. Você foi salvo por Jesus quando ele morreu crucificado! Não tem conversa!  O grande problema de alguns católicos é acharem que o céu é apenas deles, sendo que o catolicismo prega algo totalmente diferente. Quantas vezes no passado (e ainda hoje) não sofremos com interpretações erradas da bíblia de quem estava ou está no poder? Com esse comentário do Papa alguns católicos se ofenderam e chegaram a dizer “Mas por que eu tenho que me sacrificar rezando e seguindo todos os dogmas da igreja enquanto outras pessoas não fazem nada disso e vão para o céu também?” Para essas pessoas eu só tenho uma coisa a dizer: Vocês são hipócritas! Se qualquer pessoa me disser que só reza por medo de ir para o inferno ou por obrigação eu a aconselho a se afastar da sua crença e pensar um pouco no que está fazendo com a sua vida. Segundo o comentário do Papa tudo ficou claro, se você for bom você vai para o céu, se não vai para o inferno, simples, não? Eu sou católico e rezo para o meu Deus porque isso me faz bem, não me convém discutir o porquê de acreditar nele e o porquê de não acreditar. Cada um faz o que quiser com a sua vida e pronto. Mas eu pergunto a vocês, caros leitores, vocês gostam de viver em um mundo de guerras, onde não há segurança alguma e você precisa viver praticamente trancado? Acho que não. E é aí que entra a minha questão de que a religião é necessária. Por quê? Porque ela ensina o certo e o errado, porque ela te dá uma aula desde cedo de valores éticos e morais. Tudo bem que opiniões divergem, mas tenho certeza que ninguém aqui gosta de ser assaltado, não é? Então magine só viver em um lugar onde cada um ama ao próximo como a si mesmo? Esse é o segundo mandamento. Se apenas esse fosse cumprido nós estaríamos num cenário bem diferente. Por isso que se um Papa toma tal atitude, ele está disposto a mudar o rumo de muita coisa e como meu sonho de criarem um “Rei do Mundo” ainda está longe de ser realizado, eu confio no papa para a difícil missão que é instituir a paz nesse mundo caótico.

Visão Ateísta: Olha, dos ateus que eu conheço, não é porque o Papa disse que se eles forem bons eles vão para o céu que eles vão começar frequentar a igreja. Mas com toda certeza, a afirmação do papa colocou muitos ateus e católicos “não-praticantes” para refletir. Com toda certeza o Papa perdeu e ganhou fiéis através da declaração, mas o que os ateus ganham ou perdem com isso? Para começar, existem muitos ateus que não acreditam em Deus mas morrem de medo de ir queimar no fogo do inferno e existem ateus que não acreditam e não estão preocupados, mas eu convido a todos os ateus refletirem comigo, até mesmo você que odeia as pessoas que acreditam em Deus. As pessoas criticam as religiões por conta das tragédias que acontecem, pedofilia em que padres estão envolvidos, pessoas que matam em nome de Deus, pessoas que ficam loucas por causa da sua fé, pastores que roubam dinheiro dos fiéis, etc. Mas não veem as coisas boas que essas religiões fazem, como missões para países pobres, campanhas para arrecadar dinheiro para doar às famílias atingidas por tragédias, etc. Imaginem só o mundo inteiro fiel à apenas uma religião, onde tal qual fizesse por merecer, ensinando apenas o necessário para encaminhar as novas gerações para um caminho de paz. Você que não é muito fã de religião deve estar pensando: “ Por que a religião deve educar as novas gerações sendo que isso é trabalho para os pais?” Meu querido, se você foi educado a partir desses valores de ética e moral, do que é certo e errado, parabéns, ensine a mesma coisa para seus filhos e fale para eles fazerem o mesmo com os filhos deles e assim por diante. Mas existem crianças que não puderam ter essa educação dentro de casa e depois sem saber o que é certo e errado são aliciados à fazerem coisas erradas, como por exemplo, roubar seu Iphone, sua casa, ou até sua namorada.

Analisando essas questões dessa forma é possível perceber que não importa seu credo se sua intenção for boa! Faça as coisas com amor! Ame seu próximo como a ti mesmo! Que tal nos juntarmos e criarmos um modo de pensar único? Não seria o máximo? Isso só depende de você! O caminho da paz na humanidade é longo, mas você sabe que haverá frutos para serem colhidos no futuro. Não estou pedindo nada impossível, não é?

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